A História
No princípio, Olorum/Olodumare, aquele que conhecemos como o senhor do Orum, criou o primeiro dos orixás, conhecido como Oxalá ou Obatalá. Ele incumbiu que Oxalá criasse o mundo, entregando-lhe o saco de criação. Oxalá aceitou essa missão.
Nesse momento, havia também outros orixás habitando o Orum (mundo espiritual). Oxalá foi aconselhado por Orumilá a entregar uma oferenda ao Orixá Exu, antes de que começa-se a sua nova missão de criação do mundo e da humanidade.
Nesse primeiro momento, Oxalá não levou a sério as recomendações de Orunmilá e partiu para sua missão, sem fazer a suas oferendas.
Oxalá se pôs no caminho até a fronteira do além, onde Exu, é o guardião. Exu indignado com a insolência de Oxalá, por não ter feito a oferenda, usou de seus poderes para provocar uma enorme sede em Oxalá.
Oxalá sedento, tocou com o seu bastão, o opaxorô, uma palmeira, jorrando o EMU, o vinho de palmeira. Ele bebeu em abundância até se embriagar. Isso ocasionou com que senti-se a necessidade de adormecer embriagado, à sombra da palmeira de dendê, abandonando o saco da criação que recebera de Olorum.
Odudua acompanha o que acontecia. Apanhou enfim o saco da criação e foi até Olorum, contando-lhe o que aconteceu com Oxalá. Olorum então confiou a Odudua a missão que então era de Oxalá, que conseguiu realizar e ajudar na criação do mundo e da terra.
Em seguida, Oxalá acordou e viu que o mundo já havia sid ocriado. Oxalá foi até Olorum para se desculpar e esclarecer o ocorrido. Olorum o perdoa, e lhe da uma nova missão, a de criação dos povos que iriam povoar as terras que foram criadas.
Oxalá então, toma o barro e modela o homem e a mulher, que por sua vez, não tem vida. Assim, chama Olorum, que com o sopro divino, sopra a vida nos homens e mulheres.
Desde então, Oxalá e aqueles que são seus filhos, passam a não beber aquilo que possuem o alcool.